Quantos anos tem o biquíni? Da invenção até os dias atuais

Se tem uma coisa que o nosso Brasil brasileiro entende é de moda praia. Somos um dos países que mais movimenta essa área do vestuário, principalmente quando falamos em biquínis. Dos mais cavados aos mais basiquinhos, eles modelam o corpo feminino de maneira única.

Mas muitos podem se perguntar quantos anos tem o biquíni, como ele surgiu e toda a sua trajetória, afinal não é algo que vemos alguém falar sempre por aí. O que mais importa é o modelo e se ele se encaixa bem no corpo, não é o que a maioria pensa?

Porém, ele não existiria hoje se mentes revolucionárias não tivessem colocado a “cara a tapa”, por assim dizer, e lutado para que ele se estabelecesse como parte da moda.

Mulher vestida com biquíni verde, sendo mostrada de frente e de costa

Hoje, a Blueman vai falar sobre a história dessa peça tão importante para nossa cultura e, cá entre nós, tão linda. Acompanhe o post para saber tudinho!

História do biquíni: desvendando os fatos de seu surgimento

Pode ser comum pensar que a peça surgiu já da maneira que conhecemos hoje, mas isso é um engano, como tudo em nosso mundo, ocorreu uma evolução.

Relatos históricos do povo da Grécia Antiga e da Roma mostraram que as mulheres usavam algo parecido, mas para a prática de esportes. Na época, eram tops sem alças e uma espécie de vestimenta inferior bem curta, quase como a calcinha, para participar de competições sem ter roupas restringindo os movimentos e causando desconfortos.

Assim, na era vitoriana, devido ao súbito despertar do interesse para desfrutar mais do mar, calções e vestidos longos eram usados pelas mulheres para desfrutar da água do oceano.

Entretanto, com o passar dos anos, a qualidade dos tecidos para frequentar as praias e piscinas foi decaindo e frustrando ainda mais as mulheres que amavam o mar, por hobbie ou para trabalhos profissionais, como atletas.

Home e mulher em praia segurando prancha e vestindo roupa de adequadas para o momento

Em meados do século XX, mais precisamente no ano de 1907, Annette Kellerman, uma nadadora australiana, usou uma roupa de banho bem mais justa em Boston. Mesmo cobrindo todo o seu corpo, ela foi desaprovada e acabou até sendo presa.

Seis anos depois, Carl Jantzen, um estilista talentosíssimo, produziu duas peças que se assemelham também ao que temos hoje, que nada mais era do que um short e um top mais justo, mas também não foi recebido com alegria.

Trinta anos depois, Louis Réard, um engenheiro e designer de roupas, que trabalhava administrando a loja da mãe, que vendia lingerie, apresentou também duas pequenas peças, batizando-as de bikini, em homenagem ao atol de Bikini, lugar famoso por ter sido alvo de vários testes nucleares.

Mesmo naquela época, mostrar determinadas partes do corpo era um grande tabu, a sociedade era muito conservadora e mostrar o umbigo, por exemplo, era algo inimaginável. Por isso, o inventor teve muito trabalho até encontrar alguém que pudesse estrear a peça.

Mas, como tudo caminhou para essa evolução, Micheline Bernardini, uma dançarina famosa do Cassino de Paris, aceitou e Réard, prevendo que seria um escândalo e um sucesso, estampou as peças que tinha criado como se fosse um jornal. A moça ganhou muitos fãs, principalmente homens.

Em 1960, para aumentar ainda mais a popularidade do nosso tão amado biquíni, Ursula Andress, atriz prestigiada do cinema suíço, apareceu no filme 007, Dr. No, saindo do mar com peças brancas que deram o que falar.

Depois, vieram peças de crochê, cores fortes e muitas outras características que tornaram essa peça o que ela é hoje.

Se pararmos para analisar bem, não foi apenas uma revolução da moda, não é? Mas uma revolução de costumes, mostrar o corpo era um tabu. Hoje ainda é, mas nada perto do que era nos tempos antigos.

Diversas pessoas uma ao lado da outra vestindo moda praia

Biquíni em terras brasileiras: por que ficou tão famoso?

Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza… A música nunca fez tanto sentido, principalmente quando olhamos para as brasileiras, não é? Corpos lindos, de todos os tamanhos e biotipos, com peles perfeitas e curvas que não existem em qualquer lugar.

Modelo desfilando em passarela com biquíni estampado

Não é à toa que essa moda é apreciada aqui e dá o que falar nas terras estrangeiras. Além de servir perfeitamente em corpos exuberantes, usamos modelos que causam um rebuliço, principalmente em quem vê de fora.

Sua história em nossa terra se inicia nos anos 50 com as conquistas do público feminino. As atrizes brasileiras Norma Tamar e Carmen Verônica usaram essas peças e atraíram multidões.

Mas a sua democratização ocorreu mesmo na década de 60, quando Helô Pinheiro, uma importante ex-modelo brasileira, desfilou pelas praias cariocas usando diversos modelos. O que, pouco tempo depois, serviu como inspiração para Tom Jobim e Vinicius de Moraes, sendo a musa da canção “Garota de Ipanema”.

Os biquínis dos anos 60 eram bem modestos para o tempo de hoje, com uma calcinha grande que tampava muito bem a barriga e o bumbum. Assim, os tecidos foram evoluindo, bem como os modelos, como a tanga.

Os biquínis dos anos 80 entraram em harmonia com o estilo da época, marcada por polainas. Assim, surgiu o asa delta e o famoso cortininha. Uma das histórias para o surgimento desse último foi que Rose Di Primo, modelo bem famosa na época, estreou o modelo nas praias.

Modelo Rose di Primo subindo escada de piscina utilizando biquíni azul

O cortininha é a cara do Brasil, não é? O sucesso foi tão estrondoso, tanto aqui quanto nos países de fora, que se tornou uma marca registrada brasileira.

E como se não bastasse explodir a cabeça das pessoas com uma moda tão conceitual, o fio dental também foi adepto à moda praia, tanto que Monique Evans era uma modelo que sempre aparecia usando peças bem pequenas que davam o que falar.

Montagem com imagens de Monique Evans utilizando diferentes modelos de biquíni

Não podemos deixar de fora o biquíni de lacinho. Esse, para nós, tem um peso de orgulho e saudade muito grande, além de, para a sociedade, ser um modelo super usado.

Biquíni de lacinho: o brilhante estilo de David Azulay

David Azulay, nascido em Belém do Pará, foi um dos grandes estilistas de moda do Brasil. Mudando-se para o Rio de Janeiro, ele foi uma das mentes brilhantes e revolucionárias da moda praia.

Duas mulheres vestidas biquíni de costas e no meio David Azulay

Na década de 70, Azulay foi o responsável por criar o biquíni jeans e o de lacinho, que faz sucesso até os dias de hoje, com Rose Di Primo sendo uma das principais modelos da grife. Além disso, ele também criou o sunkini e o sungão, dando um estilo próprio, a cara do povo carioca.

Estilista nato, David criou a nossa Blueman e nossos corações foram quebrados quando ele partiu. Mas o seu legado continua firme, alcançando gerações e sendo inspiração para muitos estilistas renomados e novos talentos.

David Azulay dentro de espaço com biquínis em exposição, ao seu lado uma porta de madeira com a escrita Blueman e em sua frente um expositor de madeira com dois modelos de biquíni

Assim, a cada década o biquíni foi ficando mais famoso e a praia ganhou cada vez mais frequentadores. Roupas coloridas, saídas de praia, acessórios, chapéus e tudo o que abarca esse ambiente tão cheio de energia ficaram bem famosos. Hoje, a praia é um sinônimo de vida e boas energias, seja por suas cores vibrantes, pelo bem-estar que o mar proporciona e muito mais.

Podemos não ter herdado o título de inventar o biquíni, mas, com certeza, fizemos com que ele se tornasse tudo o que é hoje, certo?

Então, o que achou da história da peça? Conte para nós! E para ficar sempre por dentro de dicas de moda praia, cuidados com a pele exposta ao sol e muito mais, confira nossos post semanais. Agora, pegue seu biquíni e arrase nas praias!

Como uma das maiores marcas de moda praia do Brasil, a Blueman entrega toda sua experiência e carisma carioca em conteúdos exclusivos sobre viagens, moda praia e lifestyle!

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